Crimes digitais aumentam e instituições alertam usuários

Crimes digitais aumentam e instituições alertam usuários. Todo mundo conhece alguém que já caiu em golpe na internet. Seja em uma venda online ou na mensagem de um suposto amigo pedindo ajuda, em um mundo mais digital, são cada vez mais comuns os casos de fraudes e crimes online. A pandemia, que deixou mais gente em casa e aumentou o uso de dispositivos eletrônicos, acelerou esse processo e tornou ainda mais evidente a necessidade de algumas medidas de segurança na hora de se conectar.

Segundo a Federação Brasileira de Bancos (Febraban), nos primeiros meses de 2021, os casos de ‘phishing’, a chamada pescaria digital, aumentaram 100%. Nesse tipo de golpe, o usuário fornece informações pessoais em e-mails e mensagens falsas. Relatório feito em 2020 pela Kaspersky, empresa de segurança virtual, indicou que o Brasil foi líder mundial nesse tipo de crime em 2020. Além disso, o aumento no acesso de lojas online durante a pandemia alerta para uma atenção especial na hora de fechar uma compra.

 

Quais os crimes digitais mais comuns?

De olho no avanço desse tipo de crime, o Procon do Rio de Janeiro elaborou uma lista com as principais armadilhas para os consumidores. Entre elas, estão notificações falsas de redes sociais ou de empresas que levam usuários a uma página que imita a original e mensagens de recadastramento de e-mails.

 Segundo o órgão, o anúncio de pacotes gratuitos de internet, ofertas de emprego em sites pouco conhecidos ou o anúncio de produtos a um preço muito menor do que o de mercado, também são comumente usados na tentativa de roubar os dados dos usuários.

E como se proteger na internet?

Para diminuir os riscos de se tornar mais uma vítima dos golpes digitais, é preciso redobrar a atenção. Procure sempre efetuar compras em sites confiáveis e com boa reputação e desconfie de mensagens que peçam o recadastramento de dados.

Além disso, é importante ativar a verificação em duas etapas tanto no e-mail, quanto nos aplicativos de mensagem. Especialistas recomendam ainda a troca de senhas periodicamente e a atualização dos sistemas operacionais.

Caso você receba mensagens por aplicativos ou e-mail de instituições financeiras ou de serviços contratados, como telefonia e TV, o mais indicado é entrar em contato por telefone com a empresa e confirmar a mensagem.

E se você receber mensagens de amigos ou familiares pedindo ajuda financeira, é importante fazer contato telefônico para confirmar a identidade da pessoa, antes de realizar qualquer transferência.

E quem não adotou o digital?

Infelizmente, os golpes não deixam de fora quem não está tão acostumado a usar a internet. A pesquisa da Febraban viu os registros de crimes por telefone usando falsos funcionários de bancos e falsas centrais telefônicas aumentarem 340% em janeiro e fevereiro desse ano, em relação ao mesmo período do ano passado.

As orientações para evitar esse tipo de problema são similares às adotadas em golpes cibernéticos: Ao receber uma ligação suspeita pedindo dados ou pagamentos, é recomendável desligar e entrar você mesmo em contato com a instituição, através dos telefones oficiais. A Federação Brasileira de Bancos alerta que os bancos não ligam para a casa de clientes solicitando senhas, pedindo informações ou a execução de alguma transação.

Crimes digitais aumentam e lei endurece penas

Para tentar coibir esse tipo de crime, no final de maio, o governo federal publicou a lei 14.155, prevendo punições mais severa para fraudes e golpes cometidos por meios eletrônicos. O texto altera o código penal brasileiro, que agora prevê até oito anos de prisão para crimes pela internet. A ação ainda pode ter pena agravada caso a vítima seja uma pessoa idosa ou vulnerável.

Entre as ações que agora serão punidas com a nova lei estão golpes como a clonagem de Whatsapp, phishing, fraudes através de transações digitais e o uso de falsos funcionários de bancos.

 

Outras especialidades